Um ensaio sobre o vazio


Às vezes a gente acorda suado, meio revirado, sem saber onde está. Demora um pouco para o olhar focar e nos reconhecermos. Nesses milésimos de segundos nós não somos nada, somos a ausência de tudo, somo uma sala vazia.

É nessa dúvida legítima sobre o sentido que tudo se desmancha e se reconstrói. Às vezes a vida é uma merda e não temos ideia de pra onde vamos, mas a verdade é que nosso vazio é nosso. A cada dia que eu acordo, eu preencho meu vazio com todo o meu passado.

Essa não é uma história com personagens e tempo cronológico, é um desabafo escrito de um mente conturbada.

Hoje meu vazio durou mais do que milésimos, estiquei meu vazio em horas e provoquei a completa ausência de mim. Coisas simples me fizeram sorrir.

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