Macarronada


Alguns sábados caracterizados de domingo se escondem nos marasmos de fevereiro. Aqueles corações se suportam entre olhares e sonatas, suspiros e pastas. Abrem-se sorrisos amarelados enquanto o vinho, a cerveja e o café correm pelos lábios ácidos entorno da mesa.

A conversa se estica como a linha do café a escorrer no copo. Lembranças sem sotaque são expostas a portuguesa. As risadas quedam das bocas marcadas pelas histórias de uma vida inteira. Respiro entre os diálogos pensando nas palavras tortas que escorrem pelos dedos.

Acho engraçado essa dinâmica de entes próximos, as conversas soltas ao sugo. Duas faces que se colam, braços que se cruzam e o dedo estancado a chamar o elevador.

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