Por favor mundo, para!



Tem sido difícil agüentar as pedras da vida, “largue todas” dizem os livros de auto-ajuda, mas onde eu fico se essas pedras rolarem? Serei eu fruto e reflexo das pedras que carrego? Medo que de repente eu descubra que adormeci no meio do percurso e quando acordei já estava em outro mundo. Mundo esse que massacra e pisa em sonhadores como eu, onde cabe meus delírios se aqui não se tem tempo pra sonhar. E se tempo é dinheiro por que não ganho  ele quando faço o que alimenta minha alma?
Como disse Kafka, ficaria mais do que feliz em encontrar qualquer coisa que me alimenta-se ao invés daquilo que hoje me nutri. Eu cairia de boca nessa janta colossal.
No meio de tantos As e Zs me sinto uma Alice perdida com as setas a brincar com as direções do meu destino. Se te peço algo é por que realmente preciso, me traga calma D’us, me deixa ficar em equilíbrio, me mostra a calma dos monges que morrem numa briga contra as frias armas de um exército chinês.

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